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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Robalo de Natal

Viva pessoal, após uma longa ausencia cibernautica e com pouca acção pescatoria eis que venho relatar uma pescaria muito proveitosa que me fez esquecer as muitas grades anteriores e me deu ánimo para as proximas. Começo por dizer que naqueles dias que olho para o mar e digo para mim mesmo "é hoje que apanho um cabeçudo", é grade na certa e por incrivel que pareça naqueles dias "marados" é quando tenho cada surpresa ... foi o caso. Meados de Dezembro, fim da tarde com um frio de rachar, maré no inicio da vazante, muita água para meu gosto, mar choco, demasiado calmo mas nos cabeços de fora a bater com força, mar mesmo esquisito. Com vontade de apanhar uns badejos ao pôr-do-sol e umas fanecas pela noite dentro decido estacar a minha velhinha "sportex" em territorio vizinho (Vila Chã), tensos curtos, anzois para faneca e pedaços pequenos de sardinha a tapar o anzol. Pôr-do-sol ... badejos, nem vê-los ... mar parado, "vai dar faneca de certeza", já era de noite, eu deitado na areia a olhar para a ponteira que nem um milimetro mexia, já a pensar "só mais um bocadinho e vou embora", eis que a cana leva um esticão que a vergou 90 graus ... eu meio aparvalhado nem tive reacção só pensei "não pode ser", ainda o meu cerebro começava a racicionar já o peixe ia na sua segunda investida quando dou um salto e agarro a cana, o Mitchell viu-se "grego" para arrancar, mas lá vinha, como o peixe não deu cabeçadas eu suspeitei que fosse um safio grandito, então recolhi á campeão e o peixe saiu em poucos segundos ... quando o vi na areia até fiquei "branco",com a linha meia podre e a recolher daquela maneira foi uma sorte não perder o peixe, se desconfia-se que era um cabeçudo se calhar não o tirava ...

Pesava 2.970, apesar de na foto não parecer muito grande posso garantir que era largo. Mais um record para mim, eu sei que para muitos não é nada de extraordinario mas é para mim que apesar de ter pescado muitos robalos nunca tinha apanhado com mais de 1,5Kg, e ter dobrado o record foi muito bom, agora quero dobrar outra vez para 6Kg ...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pesca no Douro

A pesca de rio não é a minha especialidade, mas foi aqui que me iniciei no vicio da pesca, no rio Douro. Aproveitei para tirar uns dias para descançar no Campindouro, o único campismo banhado pelo rio Douro, mas sem deixar o vicio, por isso não deixei de levar o material e pelo caminho aproveitei para comprar morcões, o isco que se usa por ali. Ao chegar ao campismo fui logo dar um banho na piscina e depois peguei na cana e fui matar o vicio.

O pesqueiro é lindissimo, vi uns peixes na beira, em principio tainhas, estas que nunca consegui pescar nenhuma, mas a minha pesca era destina as minhas conhecidas perquinhas. As percas, foi o nome que me disseram para este peixe, são uns peixes pequenos com a forma de pequenas sarguetas e a cor de sarrões, são pequenos mas muito engraçados de pescar, também são super resistentes porque já cheguei a trazer para casa e meter-los no aquario e eles sobreviveram muito tempo.

E assim foi mal cheguei pesquei logo uma perca, depois passei bastante tempo sem apanhar nada, mas estava á espera de apanhar mais já que houve uma tarde em que apanhei quase 30, apesar de não ser uma tarde como essa ainda pesquei mais 4, já deu para matar saudades.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Robalos na Pedra Furada

Ontem, dois amigos conterranêos convidaram-me para fazer uma pesca ao fundo em Labruge, ao qual aceitei com muito gosto. A pesca até nem correu mal, porque estava a contar apanhar uma encharcada daquelas que não apanhava á muito, visto o tempo estar de chuva, o que é certo é que prometeu bastante mas tal não aconteceu. O senão, foi apenas um vento de sul que ateimou em não abrandar. Quanto á pescaria, tenho de admitir que já não estava habituado a lançar chumbadas tão pesadas, já que há muito que só me dedicava ao corrico e á boia, mas correu bem, acima de tudo pelo companhia e no final ainda deu para apanhar estes dois robalitos.
Quanto aos amigos espero que seja a primeira de muitas pescarias, e não se esqueçam que o isco secreto, é fácil, é barato e dá robalos.

terça-feira, 22 de julho de 2008

1ª cavala em Labruge

Ontem de manhã fui mergulhar pela primeira vez em muito tempo, estava na esperança que corresse bem mas, infelizmente, não me senti bem, o que ultimamente já vem sendo habito. Ainda não consegui descobrir qual o problema, apesar desta vez foi sentir que foi o pequeno almoço juntamente com o sabor da água salgada que fez a mistura explosiva para o meu estomago. Ando a pensar numa reforma antecipada da caça submarina. Apesar de tudo e depois de sair da água, lembrei-me de ir apanhar uns ouriços para fazer uma pesquinha á tarde, e como nem tudo são azares, encontrei um polvo que me animou um pouco. De tarde fui então fazer uma pesca á boia em Labruge e descobri que afinal também há cavalas aqui.
Foi a primeira vez que pesquei uma cavala em Labruge, e ainda perdi outra ao puxa-la para cima, hoje vou ver se esta não seria filha unica.

domingo, 20 de julho de 2008

Mindelo de manhã

Ontem de manhã fui outra vez a Mindelo, ao chegar lá deparei-me com o meu lugar reservado a outro, aliás a outros, mas não fiquei surpreendido, por ser fim de semana já contava com isso, por isso optei pelo plano B, e fui para um lugar a norte que não é tanto pretendido, e tinha razão, não estava lá ninguém. Podia não apanhar nada, que foi o caso, mas ao menos estive sossegado.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

3º dia consecutivo

Ontem pelo 3º dia consecutivo fui a Mindelo, mas o mar levantou e foi um daqueles dias que já estou habituado, nem raça, ainda assim apareceu um amigo que consegui fazer o gosto ao dedo e safou a grade com 2 bogas. Além dele só outro individuo que ferrou um bom badejo ao pôr-do-sol. Apesar da moral ter descido em queda livre ainda tentei hoje de manhã em Labruge mas o mar piorou bastante, aliado ao vento torna a pesca á boia impossivel. Melhores dias virão.

Em Mindelo, quando cheguei e vi esta cor da água pensei que iria dar uma boa pescaria, infelizmente não aconteceu, fica para a proxima.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Segundo dia

Ontem mais uma vez fui para Mindelo, agora com sardinha fresca, na espectativa de encher o balde, mas a pesca tem destas coisas e se no dia anterior deu peixe nada garantia que ontem seria igual. Quando lá cheguei deparei-me com pescadores a virem embora sem apanhar peixe nenhum, mas as espectativas estavam em alta porque as cavalas tanto não dão como de repente começam a sair que nem se consegue dar vazão. Ainda por cima, o mar estava melhor que no dia antes e o vento pouco se fazia sentir, mas não era dia de dar peixe, só consegui ferrar um passado muito tempo e que ainda por cima, fugiu na beira, o que salvou a tarde foi ter encontrado um conterraneo que agora vive em Mindelo, este que me deu umas excelentes dicas sobre aquele pesqueiro. Só ao fim da tarde se começou a notar mais actividade, com pequenos toques, o que me leva a pensar que se tratava de bogas. O meu amigo deixa a boia e prepara uma borracha vermelha para corricar em que nos primeiros lançamentos sentiu um toque mas mais nada, pelo meio consegui não vir de mãos a abanar e saquei uma cavala.
Hoje vou retornar ao local do crime, alias esta semana vai ser sempre lá, vamos ver como corre, amanhã conto como foi.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Boia em Mindelo

Pois é, ontem, após um jejum obrigatorio, de poucas semanas, devido a ser operado á mão direita, eis que ganhei coragem e ainda com pontos arrisquei-me numa pesquinha. Primeira intenção, visto o mar estar calmo, pescar á boia. O problema é que em Labruge, ainda, não encontrei o "spot" ideal para praticar este tipo de pesca, obrigando-me a deslocar para territorio vizinho, Mindelo, não muito longe de Labruge, e um pesqueiro bom para este tipo de pesca.

Ao chegar ao pesqueiro, notei logo uma brisa relativamente forte, que como sabem para pescar á boia é das piores coisas que pode haver, em seguida como isco levei sardinha, mas daquela que já foi e já veio mais de 10 vezes, resultado o vizinho do lado era sempre a ferrar cavalas e eu um peixe-agulha pequeno. Mais para o fim da tarde, depois de ver sair muitas cavalas e de já começar a disser mal da minha vida, eis que ferrei outro peixe-agulha (pica, na minha terra), em que me fez esquecer a seca que apanhei e me deu uma luta espectacular de alguns minutos e pelos seus saltos fora de agua e pela velocidade deste peixe, impressionante.

Depois de o ir mostrar orgulhosamente ao meu socio do mergulho e de registar em foto, fui medir o peixe, sim medir porque o que impressiona nesta especie é o comprimento (89cm) e não o peso. 89cm para já o meu record pessoal.